Thursday, August 31, 2006

Carinhoso


Ah não consigo mais escrever, acho que meu papel é postar fotos num fotolog qualquer e ficar esperando comentários . Acho também que tô ficando uma chata, reclusa, sem vontade de mais nada e acho mais um monte de coisas que não quero escrever.
Além de tudo tô enjoada das minhas músicas, enjoada das pessoas, enjoada de mim.
E consigo ser tão cínica com tudo que acontece que as vezes fico impressionada comigo mesma.
Fica essa música que é feliz e triste ao mesmo tempo.


Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim
Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

Friday, August 25, 2006

Mil Perdôes


Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

Wednesday, August 23, 2006

Tomorrow never comes


Nem vou dizer da onde vem essa música porque é unbelievable! Só que eu curti ela, acho que foi porque vi a cena do filme em que ela aparece umas mil vezes e sei lá bum... Gostei! Assim, sem explicação.
Música que não é das minhas num filme que não é dos meus.

Tomorrow never comes until it's too late.
Tomorrow never comes until it's too late.

Tuesday, August 22, 2006

Happy Bees

Tem uma vizinha minha meio esquisita. Ela vive andando pra lá e pra cá com uns cinco cachorros, gatos e outros bichos sempre atrás dela. Até de um cavalo ela cuida. Leva água, comida e trata ele como se fosse um bichinho de estimação. Hoje, eu subindo na rua da minha casa, vejo ela passando toda alegre com um balde de água e seus cinco cachorros, toda sorridente e feliz me cumprimenta.
Ela é feliz, mesmo fora da realidade.Mas porque fora da realidade? - penso eu. Fora da MINHA realidade! Pra mim soa estranho andar o dia todo com animais, mas pra ela não e se ela é feliz assim? Não bastaria? Sim!! Só que não conseguimos ser assim. O real tá todo dia nos mostrando o que fazer. Só que a realidade é relativa, o que é real pra uma pessoa não é pra outra. Só que não paramos pra pensar nisso, simplesmente aceitamos e vamos vivendo. Parece real acordar todo dia às 7:30 da manhã e ir pro mesmo trabalho durante anos pra chegar em casa às 6:30 todo dia cansado? Ninguém acha isso anormal, mas uma pessoa acordar às 9 horas todos os dias, trabalhar algumas horas só e ficar acordada até de madrugada é no mínimo incomum, fora da realidade porque o normal é ser como os outros. E que quem foge dos padrões é considerado louco, será que não é louco quem vive nos padrões? Quem criou os padrões? Por que seguimos padrões que não fomos nós que criamos? Por que temos medo de fazer aquilo que realmente queremos? A realidade é um pain in the ass!!! O real é diferente pra cada pessoa ou pelo menos deveria ser. Eu tenho que fazer aquilo que me deixa feliz, mesmo que pareça irreal, anormal, irregular, louco. A gente anda no mundo como um monte de abelhas seguindo a abelha rainha e fazendo de tudo pra que a colméia ande em ordem. E se eu quiser ser uma abelha que fuja da colméia? Vou morrer de fome? Vou viver aparte da sociedade criada pelas minhas semelhantes? Ou vou conhecer outros mundos, vou ver outros tipos de animais, vou comer outras coisas, vou experimentar, sentir e viver coisas diferentes? Só que minha limitação de abelha não me permite abandonar tudo e buscar o meu mundo. Viria o caos se todas abelhas resolvessem fazer isso? Talvez, talvez seja preciso um pouco de caos.

Post ao som de Blind Melon- No Rain

Broken Heart


Meu coração tá dividido ao meio.

E eu já nem sei mais o que fazer ou o que pensar. Tô tentando ouvir o que ele me diz, mas ele é burro, eu fui atrás dele e me dei mal, ele me disse um monte de mentiras e eu segui ele. Sei que não foi por mal, foi porque ele achava que me faria feliz assim, tadinho. Tão bobinho. Agora desobedeci ele e por causa disso ele tá dividio em dois. E a parte que errou, dói. Dói bastante. Doeu o dia todo e eu quase fui lá e remendei ele de qualquer jeito, mas eu não posso. Eu sei que se eu esperar e tiver paciência ele volta pro lugar, se conserta sozinho. Só que eu vejo ele sofrendo e isso me tira o sono, a fome, me deixa choramingando o dia todo. Nem música mais eu posso ouvir com esse coração assim.

Ahhhhh.... my broken heart, ouve isso, ouve junto comigo:

Something in the way she moves,
Attracts me like no other lover.
Something in the way she woos me.
I don't wanna leave her now,
You know I believe, and how.
Somewhere in her smile she knows,
That I don't need no other lover.
Something in her style that shows me.
I don't wanna leave her now,
You know I believe and how.

Monday, August 21, 2006

Marina Lima


Domingo daqueles. Com sol, vento e nuvens. Que não sabe se quer ser bom ou ruim. Frio. Nostálgico.Vazio. Angustiante. E fazia muito tempo que eu não sentia isso e não ficava assim.
Queria postar uma música que diria palavra por palavra o que eu sinto, mas melhor não.
Fica a letra de Blur que eu ouço agora...

...It's over
You don't need to tell me
I hope you're with someone
who makes you feel safe in your sleeping tonight
I won't kill myself,
trying to stay in your lifeI got no distance left to run...

Sunday, August 20, 2006

Por Você


Nem gosto de rock nacional, mas tem horas que eu enjôo de tudo e fico ouvindo Barão, Marina, Chico. Umas coisas assim.
Acho que eu tô apaixonada. Eu fico apaixonada por nada às vezes. Apaixonada pelo ar, pelo dia, pela noite, sentindo um frio na barriga, sem vontade de comer, sonhando acordada.

Então deixo a letra da música que ouço agora que é bem pra quem se sente apaixonado pelo vento.

Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês

Friday, August 18, 2006

The Fast and the Furious



Nunca pensei que fosse postar foto de carro, anyway hoje merece.

Fui pro cinema assistir Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious: Tokyo Drift) eis que então saindo do cinema e comentando sobre carros, velocidades e essas coisas batemos o carro!!! Fantástico!!

Quando eu digo que comigo as coisas acontecem como nos filmes:-)

And sometimes I'm not a fake plastic girl. Algumas vezes eu sinto coisas verdadeiras...

Her green plastic watering can..For her fake chinese rubber plant...In the fake plastic earth...That she bought from a rubber man...In a town full of rubber plants to get rid of itself...And it wears her out, it wears her out...It wears her out, it wears her out...

She looks like the real thing..She tastes like the real thing...My fake plastic love...

Wednesday, August 16, 2006

Donnie Darko


Ontem escrevi sobre universos paralelos, aí hoje pego um dos 13 filmes que tenho pra assistir, sem ler sinopse nem nada e eis que me deparo com um filme sobre o quê? Universos Paralelos. Fucking witch!
Well, assisti Donnie Darko. Filme à la David Lynch, com menos simbologia que em Lynch, mas completamente confuso e cheio de peças pra encaixar, detalhe: nos últimos segundos do filme. Perfeito!!
Trilha sonora total anos 80. Quando o filme começa com Killing Moon do Eccho & The Bunnymen (que agora faz mais sentido ainda!) já pensei: esse filme é bom! Melhor de tudo que eu tinha assistido Brokeback Mountain e ficado simplesmente em êxtase com o Jake Gyllenhaal, então semana passada assisti A prova, com ele também (mera coincidência) e hoje quando começo a ver Donnie Drako, eis que ele é o próprio Donnie Darko! Fui pesquisar a filmografia dele e achei um filme em que ele se chama Holden e acredita ser Holden Caulfield, o personagem principal de O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in The Rye), um dos meu livros mais amados ever!!! Coloquei para baixar. Mais uma coincidência ainda: semana passada assisiti Procurando Amy, que tem o nome de dois personagens em função do mesmo livro. Quanta coincidência! Eu adoro quando as coisas tem essa relação, como se tudo andasse em círculos. E anda!

Tuesday, August 15, 2006

Universos Paralelos


Vi um filme uma vez, acho que era De Volta Para o Futuro, em que de repente os personagens caíam numa espécie de universo paralelo. Eram as mesmas pessoas, mas com vidas diferentes. Achei tão mágico aquilo. As pessoas sempre pensam em vidas passadas, em vida em outros planetas, mas eu sempre penso em universos paralelos. Acho mesmo que eles existem.
Por exemplo, quando precisamos decidir alguma coisa, entre um sim e um não. O não vai nos levar para um caminho, coisas vão acontecer em função dessa decisão e nunca ficaremos sabendo o que teria acontecido se tivessemos escolhido o sim. E se eu não tivesse nascido aqui? Como seria minha vida? E se eu tivesse voltado mais cedo aquele dia? E se eu não tivesse conhecido aquela pessoa? E se eu tivesse ido embora antes de dizer tudo que disse? Esses "ses" destroem qualquer paz interior. Eu queria poder ver como as coisas seriam nas duas opções, eu queria viver todas minhas vidas paralelas, eu queria saber que escolhi o certo, eu queria ter certeza que é preciso deixar pra trás. Mas vem o "se" me atormentar e me dizer que poderia existir uma vida toda diferente se...
Como quando planejamos alguma coisa, temos tudo decidido, imaginamos como as coisas vão acontecer, prevemos os problemas, antecipamos as alegrias, mas de repente por algum motivo essa coisa não acontece, então todo esse mundo criado é quebrado. Mas o que tem o poder de mudar os acontecimentos? O acaso? O destino? Nossas escolhas? Não sei e ninguém sabe e vamos indo no mesmo barco, navegando por aí sem bússola nenhuma, onde vai parar isso?

Queria saber.

... e se eu tivesse escolhido o sim?

Ouvindo Chris Cornell ---

"And so we start another day together
You and I and a million miles between us
I train my moods to bloom like flowers unfolding
Instead of fluttering around
And slowly drowning in the Steel rain, it's taking over"

Steel Rain

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Monday, August 14, 2006

Nothing

Nem bom, nem ruim, nem frio, nem calor. Sentindo nada. Vontade de nada, de ninguém. Talvez de estar em Capão e ser verão e saber que vem outro ano, mas nem isso. Nada pra reclamar, ninguém pra esperar, nada pra desejar. Sem música pra ouvir, sem filme pra ver. Sem expectativas. Uma melancolia de leve. Um pouco de sono.Vontade de um café, mas sem vontade de fazer. Só mais um dia jogado fora.

Talvez, mas só talvez, uma coisa... Posted by Picasa

Friday, August 11, 2006

Shed My Skin


Coisas estranhas acontecendo por aqui...

Awake to the fact there's no going back
To the world in which I was living
I'm searching for something but found less than nothing
I watch the rising sun
I hope I find some peace today Posted by Picasa

Wednesday, August 09, 2006

It's Allright

Eu poderia escrever um milhão de coisas, mas o dia de hoje foi tão ruim, tão absolutamente e completamente ruim que vou deixar trechos de uma música que foram meus melhores pensamentos de hoje: I'm a creep I don't belong here I wanna a perfect body I wanna a perfect soul.


Isso resume almost everything about my day.
Sabe o que eu queria hoje? Alguém pra me dizer: Vai ficar tudo bem, Fabi!

Post encerrado ao som de Creep - Radiohead Posted by Picasa

Monday, August 07, 2006

Dostoievski

Tomando um café preto, pensando na vida, pesquisando na Internet.
Andei lendo Dostoievski nos últimos meses. Tinha lido O Crocodilo, mas não tinha fall in love. Então li Crime e Castigo e entendi... Há duas semanas li O Jogador e numa espécie de posfácio tem um conto dele chamado O Sonho de um Homem Rídiculo que é simplesmente perfeito. Deixo ele aqui, pra quem tiver vontade de ler. Pena não ter encontrado na íntegra.

"Eu sou um homem ridículo. No momento dizem que estou louco. Seria um título excelente, se para eles eu não permanecesse nada mais que ridículo. Mas, de ora em diante não me zango mais, todo mundo é assaz gentil para comigo, mesmo quando caçoa de mim, e, dir-se-ia, mais gentil ainda naquele momento. Eu riria de bom grado com eles, não tanto de mim mesmo, quanto para lhes ser agradável, se não sentisse tal tristeza ao contemplá-los. Tristeza de ver que não conhecem a verdade, esta verdade que só eu conheço. Como é duro ser o único a conhecê-la! Porém, eles não compreenderão. Outrora, eu sofria muito por parecer ridículo. Não parecia, era. Sempre fui ridículo e sei que o sou, de nascença. Acho que tinha apenas sete anos, quando soube que era ridículo. Em seguida, estudei na Universidade - e quanto mais estudava, mais sabia que era ridículo. De maneira que toda a minha ciência universitária parecia não existir senão para me provar e me explicar, à medida que a aprofundava, que eu era ridículo. Aconteceu na vida como na ciência. De ano para ano, adquiri cada vez mais certeza de que, sob todos os pontos de vista, eu me mostrava um personagem ridículo. Todo mundo zombou de mim, por toda a parte e sempre; mas ninguém podia desconfiar que se havia alguém no mundo que soubesse melhor que todos os outros que eu era ridículo, esse homem era eu mesmo; também experimentei uma espécie de despeito, ao verificar que ninguém desconfiava disso. Nisso a culpa é minha: meu orgulho me impediu sempre de confessar o meu segredo. Esse orgulho não fez mais que crescer com a idade e se eu tivesse ido à presença de não importa quem para reconhecer que era ridículo, creio bem que nessa mesma noite teria estourado a cabeça com um tiro de revólver. Adolescente, quanto sofri, pensando que não poderia resistir, que de repente eu deveria confessá-lo aos meus colegas. Mas, chegando a moço, embora de anoa para ano ficasse cada vez mais certo de minha terrível singularidade, acabei, por uma razão ou por outra, por me tranqüilizar. Precisamente porque eu ignorava até aqui o porquê e o como. Talvez o devesse a esta imensa melancolia que se apoderou de minha alma, após uma circuntância infinitamente acima de mim, a saber: minha convicção, doravante bem firmada, de que aqui embaixo tudo é sem importância. Suspeitava disso há muito tempo, mas adquiri de súbito a certeza plena e completa, senti bruscamente que me seria indiferente que o mundo existisse ou que nada houvesse em parte alguma. Comecei a perceber e a sentir que, no fundo, nada existia para mim. Até aí, sempre me parecera que muitas coisas tinham existido antes de mim. Percebi nesse momento que nada existia anteriormente, ou antes, que não havia senão aparências. Pouco a pouco adquiri a convicção de que nunca haveria nada. Parei então de me irritar contra os homens e acabei quase não os notando mais. Esta disposição se manifestava nas circuntâncias mais banais da vida: por exemplo, acontecia-me, quando andava nas ruas, esbarrar nas pessoas. Não que estivesse absorvido em qualquer pensamento, eu já não pensava então nas coisas em que deveria pensar: tudo me era indiferente. Se pelo menos eu tivesse conseguido a solução dos problemas! Não tinha resolvido um único. E Deus sabe que não se tinham apresentado ao meu espírito! Mas, tudo me sendo indiferente, os problemas iam por água abaixo..."
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Sunday, August 06, 2006

Proof

Esse fim de semana assisti As Virgens Suicidas ( The Virgin Suicides ) e A Prova (Proof).
Os dois muito bons. As Virgens é dirigido por Sofia Coppola (a mesma de Lost in Translation - Encontros e Desencontros), conta os conflitos familiares que surgem na vida de uma família após o suicídio da filha de 13 anos, na visão das meninas. Bem instigante, mas fico ainda com Encontros e Desencontros.

Gostei muito mais de A prova ( Proof). O clima do filme é todo nostálgico, em muitos momentos depressivo, com pitadas de insanidade. Agora Gwyneth Paltrow está perfeita no papel. Fica fácil esquecer tudo de meloso que ela já fez e ver ela realmente como uma mulher deprimida e cheia de contradições.
Com Anthony Hopkins e Jake Gyllenhaal (o gay sexy de Brokeback Mountain). Posted by Picasa

Saturday, August 05, 2006

Endlessly

Acho que perdi a prática. Emburreci. Não sei mais escrever...
Fiquei olhando pra tela por um tempo bem maior do que normalmente faria. Queria culpar o orkut, por dar tanta informação pronta, por ter tanto apelo visual, por ser tão interativo, mas a culpa é minha. Emburreci definitivamente!
E não consigo mais tér idéias maravilhosas, insights fantásticos, mas enfim é uma tentativa.
Cansei das fotos, da exposição, da futilidade extrema, não que eu não vá mais usufruir disso tudo, mas preciso descobrir que dentro de mim ainda existe um ser que pensa e não somente alguém que observa e se deixa observar.
Well, that's the beginning...